Em “Santana e Muxima” (Alma), Lindu Mona abre o peito à memória ancestral que pulsa entre o Atlântico e o Continente Africano, entre o corpo e o espírito.

A canção é um cântico à força materna e à fé mestiça que habita o coração do povo — muxima, em quimbundo, quer dizer “coração”. Misturando timbres orgânicos, vozes em transe e melodias que evocam tanto o tambor da Ngoma quanto a reza católica, Lindu Mona costura um som de travessia. “Santana e Muxima” é ao mesmo tempo reza, sonho e maré — um tributo às Santas que protegem os caminhos, às mães que curam com ervas e canções, e à espiritualidade viva que resiste na pele do tempo.
Faixa, que integra o universo sonoro ancestral de Lindu Mona — marcado por temas como Ngasolo, Ngoma e Ofurufu — traz o laranja do fogo, o azul das águas e o castanho da terra, símbolos do encontro entre o céu e o chão.
“Santana e Muxima” é um convite à escuta profunda. Uma oferenda em forma de som.

Lindu Mona afirma seu compromisso com os direitos da população negra e afro-descendente, defendendo um ambiente de justiça, inclusão e respeito à diversidade religiosa, onde a liberdade de crença é parte essencial da celebração da identidade e da cultura.

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